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Biografia!

 

A música pode ter surgido na vida dos irmãos Luca e Diego Fainello como apenas uma brincadeira, mas, definitivamente, jamais se tratou de uma piada. Em uma idade na qual a maior parte das pessoas não passa da air guitar e da cantoria no chuveiro, os meninos já estavam – talvez de forma absolutamente inocente – começando a construir um sonho. Uma década de construção depois, eles são Sonohra, um duo que revolucionou a Itália, com o violão na mão, desde que faturaram o prêmio de revelação na edição de 2008 do tradicional Festival de San Remo.

Ao crescer na culturalmente efervescente Verona, em uma família de artistas, Luca e Diego receberam no berço sua ração de criatividade. Seu pai era fotógrafo de arte e baixista em uma banda, a mãe era cantora e o avô era violinista, o que deu aos meninos uma ferramenta inestimável: contato direto com a música.

-- Íamos para a nossa casa nas montanhas e não havia nada para se fazer lá, a não ser cantar e tocar – lembram eles.

Luca, por ser o mais velho, foi o primeiro a se decidir seriamente pelo caminho da música. A decisão, por si só, influenciou Diego, levando-o gradualmente na mesma direção. As primeiras influências do Sonohra vieram de “um monte de música internacional” – como bandas de heavy metal, seguidas, mais tarde, por Dire Straits, B.B. King, os Beatles e Bon Jovi, entre outros.

 

Quando ainda não tinham idade para freqüentar bares, alunos da Academia de Arte de Verona, o Sonohra já tocava no circuito de pequenas casas da cidade, tocando covers de seus artistas americanos favoritos, versões acústicas de sucessos das pistas de dança e algumas músicas próprias, espremidas aqui e ali. Como era inevitável, eles foram expostos a tudo o que oferece o mundo da vida noturna, às vezes tendo que tomar decisões impróprias para sua pouca idade. Assim, os irmãos foram criando aquela casca mais grossa, mantendo sua concentração no desenvolvimento de sua performance e de suas composições. Logo eles seriam contratados por uma gravadora, mas o Sonohra ainda precisava de uma plataforma de lançamento, que os permitisse mostrar seu som.

Ela veio na forma do Festival de San Remo, o mais importante da Itália, que já lançou estrelas como Laura Pausini... e o Sonohra estava pronto!

-- Revimos as músicas do disco e escolhemos a melhor. Inscrevemos a música “L’amore” e a comissão nos aprovou! O Festival de San Remo foi a nossa primeira experiência com uma orquestra. Foi uma semana bem estressante. Acordávamos pela manhã e ficávamos ocupados dando entrevistas até tarde da noite. Foi um período que jamais esqueceremos – dizem eles.

Segundo os dois, o festival lhes proporcionou uma inevitável mistura de “Medo, emoções e empolgação. Não éramos famosos, então não estávamos acostumados à pressão, à mídia”.

Naquela noite, o Sonohra cantou como se fosse a última vez. Talvez com a mesma intensidade e mesmo desejo de anos anteriores, quando eles sonhavam com momentos como aquele. Antes do fim do festival, o dueto estreante foi eleito Revelação, o que pavimentou o caminho para uma bomba pop que é difícil de definir em palavras.

“Liberi Da’Sempre”, seu primeiro disco de carreira, foi lançado em fevereiro do ano seguinte, levando Diego e Luca a uma gigantesca turnê pelas lojas de discos da Itália, que espalhou sua música como fogo, e centenas de milhares de garotas correram para os shoppings para conhecer sua música e seus autores, em primeira mão. Como não poderia deixar de ser, o disco foi premiado com a platina e rendeu ao Sonohra um prêmio da MTV Itália de Revelação.

Ao estabelecer como novo horizonte o outro lado do Atlântico, buscando o continente latino-americano, o Sonohra espera novas experiências. Com a conclusão de “Libres”, seu primeiro disco em espanhol, os irmãos Fainello esperam ansiosamente por esta nova fase.

-- Estamos muito animados com a idéia de visitar novos países, onde nunca estivemos. As pessoas parecem muito carinhosas, e estamos curiosos para conhecer sua cultura e suas tradições. Também estamos felizes pela chance de deixá-los conhecer nossa música.

Luca e Diego definitivamente ralaram, já que são fluentes apenas em italiano. Gravar em espanhol foi um grande desafio, que os forçou a treinar até que conseguissem passar, com suas vozes, a mesma emoção em uma língua que não é a deles.

-- Foi muito divertido cantar em espanhol, uma língua tão bonita, que é nova para nós. As palavras e o idioma são muito musicais, e achamos que se adaptaram muito bem às nossas canções e ao nosso estilo. Esperamos poder continuar a gravar em espanhol.

O primeiro single, chamado “Besos Faciles”, está saindo, seguido por “Libre”, o disco cheio.

No Brasil, Sonohra vai lançar o disco com o nome de “Love Show”, a mesma canção de “Besos Faciles”, mas numa versão em inglês. O CD brasileiro será mesclado de versões em inglês e outras originais em italiano. A versão espanhola é somente para os outros países da América Latina.

A história do Sonohra está cheia de grandes expectativas desde o início e, ao contrário de outras bandas, os rapazes mandam bem, nas qualidades e no caráter. Quando lhes perguntam para onde querem que sua música vá, eles dizem: “Queremos que nossa música vá aos corações das pessoas”...  um bom lugar para se ter como objetivo.